As redes sociais, eu e a mensagem de ano novo…

Olá para todos,

Bem… Estou escrevendo isso como forma de explicar algumas coisas relacionadas com a forma como interajo nas redes e congêneres… Não sei se isso lhe interessa, mas acredito ser interessante explicar, mesmo que de forma geral. É minha mensagem de ano novo também…

Não posto muito no facebook, não costumo curtir fotos, vídeos e afins, pois na maior parte do tempo que estou no computador, estou lendo coisas relacionadas aos meus interesses no PC. Isso quer dizer que não me interesso por minhas amizades no face? Da forma que vejo o mundo, não. Interagir por meio de uma rede como o facebook, me parece muito insípido e a ideia de gerar metadados, rankings de pageviews, dar meu tempo para aumentar o valor de campanhas de marketing não é agradável. O tempo é precioso e não devíamos torna-lo mercadoria, ainda mais se for para contribuir com esse sistema que usa esses dados para nos tirar o poder de escolha.

Já vi uma serie de mensagens dizendo que irão excluir quem não interage e etc. Vejo isso como uma forma de coação. Chantagear amigos para conseguir atenção não é um modelo saudável de amizade e fazer parte desse esquema é fazer o jogo dos que usam desse meio para obter vantagens em relação a todos nós, a sociedade já é deveras sensível em relação às grandes corporações e crescer como sociedade já é muito difícil sem ter quem a sabote.

Outra alternativa são os mensageiros, o what’sapp é bem melhor e serve bem ao propósito da comunicação à distância. Até então desconheço o uso dos dados pelo APP. Mesmo assim, sou praticamente um fantasma dos grupos e minhas conversas nunca vão tão longe. A questão dos mensageiros é sobre uma postura minha mesmo, eu não mantenho a atenção por tempo suficiente para encarar uma longa conversa num mensageiro, sem contar que digitar no smartphone é muito desagradável. Também só irei teclar nesses mensageiros se tiver algo a acrescentar, do contrário irei ler e é só, mesma coisa no face, não sou muito de curtir ou reagir a tudo que leio. Simplesmente não acho necessário. Possivelmente, é só chatice minha, mas sou eu. Tenho minhas batalhas e já é difícil o bastante focar os esforços necessários, sendo como sou em relação as redes. Se eu fosse ativo mesmo nas redes sociais, talvez não conseguisse.

Resumindo… Gosto muito da minha família, amigos e etc. Se não conversamos muito, é só a distância e a vida sendo o que são, obstáculos a serem vencidos. Os sentimentos, assim como tudo na vida, são energia, energia são elétrons, e esses trabalham em outra dimensão. Não há perda, só transformação. Busco adaptar-me ao que me é imposto, pois tenho pessoas que dependem de mim, todos temos, então até estar numa situação mais confortável ou o sistema mudar para uma das utopias possíveis, estaremos lutando. Depois dessa tempestade iremos todos nos encontrar e compartilhar, de verdade, vivências e abraços, estreitar os laços e preencher os espaços que só uma presença inteira pode, curtidas e mensagens prontas, só mimetizam sentimentos rasos e não é bom nos acostumar com isso quando nós merecemos muitos mais.

Feliz ano novo…

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Luna

Enxerga na relva a face do brilho
O cerne e razão de tanto furor,
Um dia soubera que o cheiro do lírio
Na tez do seu filho um cheiro de flor

Da dancinha alegre à cara emburrada
Matizes das cores mais lindas do amor
Bebendo sua água por estar cansada
Na testa suada um cheirinho de flor

Floresce no peito, o lar do conflito,
A rosa que apraz o fim dessa dor,
não há mais muralha, pois vi um sorriso,
Ouvi suas palavras com cheiro de flor.

Redes… sociais?

|LA| |PI| |DE|

Mortos conjuram seus cantos balidos
encaram o vazio com a face sem cor
A chama se extingüe ao fim do pavio
sua boca sem verbo não mais louva a dor

E passam por eles os corpos sem vida
Ostentam e se orgulham da face sem rosto
Mascaram o passado fingindo p’ra o mundo
Provando do fel e mentindo o seu gosto

Se iludem nos dias contados em horas
Expõem pinturas de coisas banais
Escondem de si a alma que chora
Se enfeitam de glórias em busca de paz

A paz que lhe escapa nas buscas erradas,
Os erros que fazem e os medos que traz.
Coser sua mortalha que jaz enganada
P’ra ler na sua tarja a palavra jamais

Viver sem sentido sentindo desgosto
E ser para si razão de derrota
Procurando a paz no caminho oposto
Olhar para dentro e achar que não nota

Contar para o vento o todo que fiz
E achar que seus ecos, são aprovação
Negando a verdade de não ser feliz
Rezar no final e pedir seu perdão.

O que sou…

Eu comecei a sentir frio. Estava sozinho no universo. Quando o multiverso falou comigo, tirou sua pele, me cobriu e eu era o universo. Era a fonte de toda a energia que me move, cada pensamento, e estava um pouco em cada espaço que consegui modificar. Eu respirei e o multiverso estava em mim, expirei e estava em todo lugar. E me dei conta de que caminhar nessa vastidão espacial é mais do que arrastar nossa carcaça por aí.
Projetamos nossa presença muito além do espaço físico e do tempo. Interferimos com o multiverso quando fazemos com que moléculas de frutas constituam nossa energia e quando voltamos ao ciclo da matéria. Nossa vida é maior do que conseguimos nos dar conta, já que a nossa vida toda atinge tudo a nossa volta e afeta outras vidas em vários aspectos, o que faz com que parte de nós esteja nos outros e eles em nós. Somos feitos de átomos voadores que não tocam nada, mas eu sinto o toque. Acredito numa realidade que está só na minha cabeça e vejo como verdade tudo que consigo medir por meio de sentidos limitados. Meus ouvidos ouvem pouquíssimo das inúmeras frequência sonoras existentes, meus olhos sonham enxergar mais do que o simples espectro de cores que vejo no mundo. Eu digo que sou mas, será que sou único? Eu sou o todo e o todo sou eu, então deveríamos ser nós… Se todos se entendessem como nós, não estariam separados de nada, logo seríamos um e nunca mais haveria falta ou excesso.

Mercadores de ilusão

Eu sinto em mim e me vejo absorto
Percebo-me, pois não sinto mais,
Vendo minha vida, será que estou morto?
E vendo a vida em busca de paz.
Se vivo vendendo a alma escondida,
Qual sopro de vida me obriga a nascer?
Os meios que calham viver a vida,
O quanto de vida ainda posso vender?
Vender-se e comprar um pouco de vida
Quem foi que disse que posso escolher?

Estava pensando na vida que vendo para viver, e se vivo de verdade por vender a vida ou se a vida é minha mesmo. O sistema que torna fácil a comercialização das pessoas é realmente o melhor para todos? Fazemos bom negócio, quando negociamos pedaços de nós? Quantas partes você ainda tem? Quanto tempo ainda nos resta?

Esculhambem-me se lhes apetece…

Milton Lavôr

Ideias e/ ou gravidade

Ideias são como a gravidade, podem até não determinar a direção, mas alteram uma trajetória.

Acreditar é um passo que damos antes de mover um músculo, é na mente que projetamos o que iremos assistir em nossas vidas e isso deveria ser motivo de profunda análise e reflexão. Em nossas mentes que as ideias se juntam, se transformam e se misturam, depois transmutam-se em algo novo e então, só o que falta é acreditar. Depois disso irá começar o nascimento de uma versão melhorada de nós mesmos. Cada aprendizado é um nascimento, cada nascimento é vida, e vida nova. Passou-se mais um segundo e você não é a mesma pessoa que pensou se valia a pena ler isso.

Escrevo essas coisas, pois parte do que me faz bem, é acreditar que através das palavras posso ser um pouco como a gravidade e alterar um milímetro na sua trajetória e acredito ser para o bem. Tudo é energia e palavras imbuídas de boas intenções podem ecoar em muitas direções. Não quero nada com isso, minha crença não necessita de mais do que um espaço onde exponho ideias. Não lhe conheço, mas agradeço por seres parte da minha felicidade. E se pude contribuir em algo, melhor.

Tenha uma boa jornada.

Carnaval e coisa e tal…

 

Quando descubro algo assim nessa época de carnaval, sou levado a refletir sobre o embrutecimento do espírito daqueles que deixaram de apreciar a boa música. As sutilezas por trás de um belo arranjo, as surpresas melódicas, o arrepio que advém da descoberta de novos sentidos em seus insights. É musica assim que inspira, comove e arrebata. Pensar em como o gosto decaiu, é triste, pois eu só posso chegar a conclusão de que isso é fruto da calistenia da alma a que somos submetidos diariamente. Hoje vemos fazer sucesso músicas de batidas repetitivas, pobres e até irritantes para alguns menos calejados. E isso tem sua razão de ser no fato de que a sociedade está olhando mais e mais para fora, esquecendo ou ignorando sua humanidade para se concentrar em letras que retratam a mediocridade de um povo que cada vez mais está buscando saciar apenas instintos primitivos com: sexo, bebida e uma alegria efêmera que nada tem a ver com felicidade. Não pense que esse embrutecimento espiritual não tem consequências para o futuro, pois é nela que reside o potencial virulento da violência que não mais surpreende ninguém. Percebam que na perda de contato com o “eu” interno, nos distanciamos do “eu” de todos e o resultado é que somos parasitas de nossa própria espécie e do planeta. Pare um pouco e conte quantas vezes você tem olhado para dentro, reflita e se pergunte se seu espírito tem sido tocado ultimamente, será que ele ainda está acessível à beleza ou ao próximo?

Quem sabe um dia o texto ganhe algum adendo ou seguimento…

Esculhambem-me se lhes apetece…

Milton Lavôr

Probabilidade estatística das escolhas

Eu estava pensando sobre o que seria sensato fazer em determinadas situações devido a um problema enfrentado por alguém próximo a mim. Pensei no que seria mais sensato dizer, porém me vi num dilema moral, intelectual e espiritual. Se por um lado o mais sensato é o que comumente é feito e adotado como padrão, leva ao caminho menos tortuoso e provavelmente com bem menos percalços, o contrário é tido como o caminho da loucura que leva ao abismo. Mas se pararmos para pensar o caminho da sensatez nos leva ao previsível e medíocre final da maioria e isso é chato. Normalmente ninguém aconselha você a pedir demissão de um bom emprego por um sonho insólito, e geralmente é o correto pois estatisticamente os sonhos não se tornam realidade.
Matematicamente o melhor seria fazer tudo correto, previsível, fácil, sensato e isso vai levar você com 98% de chance a um caminho com poucos percalços e vida tranquila ou não, já que o caminho considerado sensato depende do contexto social de cada um. Quero isso bem claro para vocês entendam meu raciocínio:

O caminho da sensatez num ambiente onde as pessoas só tem acesso ao trabalho rural será o trabalho rural. Digo isso para que entenda-se sensatez como a facilidade de optarmos pelo mais lógico que é o caminho fácil que vai levar você quase que certamente a mediocridade ou mediano, seja isso algo bom ou ruim.

Logo podemos dizer que 98% das pessoas acabam por seguir o caminho da sensatez, que leva ao comum, sendo guiados pelas suas chances e oportunidades no decorrer de suas vidas, dentro do seu contexto social. Porém vale falar dos 2%, já que esses fazem o novo, o notável, o extraordinário, esses tem a mesma probabilidade de 98% só que esta é contra eles, e isso faz com que 98% desses 2%, não consigam nada, sendo que seus fracassos muitas vezes monumentais, sirvam de exemplo para os demais, desencorajando e ratificando as escolhas fáceis da sensatez. Porém os poucos que acertam são eternos na história, pois mudam o mundo, inspiram pessoas, desacreditando a matemática por um momento e tornam os sonhos mais loucos uma alternativa válida. Muitos perderam a vida tentando compor uma grande sinfonia, pagando o preço mais alto pela chance de serem imortais, mas Beethoven conseguiu. Logo, considerando tudo, como proceder diante da vida? Será que é correto a tentativa de relegar alguém a mediocridade? É justo obscurecer a chance de ser eterno de alguém? Ninguém realmente sabe quais os melhores caminhos para si, mas sabe apontar perfeitamente o caminho para os outros, e isso é no mínimo leviandade. Acho que o melhor é dizer que os dois são válidos e tentar ensinar um pouco sobre probabilidade.

Esculhambem-me se lhes apetece,

Milton Lavôr

Pelo que lutamos então?

O tempo passa e a luta não é mais por vida ou supremacia. Pelo que lutamos então?

Num mundo povoado por senhores do universo, nós lutamos desesperadamente por atenção, prestígio, fama e dinheiro. Hoje a luta é nada mais que um exibição onde o sangue derramado é majoritariamente daqueles que estão de fora desta batalha de egos. Isto foi instituído por alguém em algum lugar que é assim que deve ser e a maioria de nós ignora quaisquer opções à esse sistema chamando-as: utópicas  quando na verdade estão apenas ignorando o que difere do que lhes foi ensinado pela TV. Acreditam que todos tem lugar ao sol desde que trabalhem e se esforcem, dando como exemplo milagres realizados por exceções à regra, porém não é levado em consideração que o que prevalece no ciclo do universo são as regras. Esse argumento falacioso é usado para justificar escassez como forma de lucrar, a desigualdade como catalisador de valor para coisas inúteis e a morte como parte “natural” desse sistema.

Em nossa constituição está escrito que todos somos iguais, mas todos sabem que existem vários pesos e inúmeras medidas para os seres baseados em carbono que povoam este planeta. Os criadores desses conceitos garantiram o seu lugar na sombra com todas as prerrogativas que lhes são inerentes devido ao seu alto valor frente aos demais. Mesmo que as peças descartáveis que sustentam nas costas toda essa estrutura,  ignorem o fato de serem párias para maestros dessa ópera caótica que usa uma série de crenças negativas e infrutíferas como chicote para mantê-los girando as engrenagens que esmagam os pequenos e apertam os nós que nos prendem as trevas. E tudo isso com a nossa conivência, pois estamos ajoelhados aos pés da mesa de boca aberta, esperando por mais migalhas dos deuses, distraídos com o circo de horrores midiático que emburrece e subverte os neófitos desse cenário onde todos são atores sociais, mentindo uns para os outros, ignorando todos os erros que nos saltam aos olhos e sendo omissos com todos os outros. Lutamos em guerras, servimos comida, limpamos a sujeira, vendemos o espírito, o orgulho, a integridade e qualquer coisa para obter o quê? Saqueamos o planeta, sujamos nosso lar e degradamos tudo aquilo que acreditamos que nos faz melhores para sustentar esse teatro do bom-mocismo e do politicamente correto, ignorando o fato de que estamos sendo a mais nociva forma de vida na terra. Nós matamos, deturpamos e destruímos em nome de uma existência com pouquíssimo significado. Perpetuamos um esquema que paga milhões a umas poucas celebridades, políticos e esportistas, mas deixamos crianças morrerem de fome abandonadas a própria sorte. Usamos os recursos acumulados para subsidiar instituições bancárias, financiar mais espetáculos para as elites e realizar obras monumentais com interesses outros e nunca para o benefício da maioria. É por isso que você luta? O chamado contrato social está valendo a pena? Será que o “estado de natureza” é pior que isso? Você já parou para pensar que todos os males sociais são culpa da ganancia de alguns e da omissão de todos?

O metal que nos acorrenta é polido por nossa ignorância e seu brilho turva nossa visão. A moda da corrente pegou e agora vemos que existem os que a ostentem com orgulho.

Esculhambem-me se lhe apetece,

Milton Lavor

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